Pra você se lembrar da nossa primeira brincadeira, o Pulo da Astronauta...
É assim:
Eu te pego por baixo dos braços, não de frente pra mim - pois há muito mais coisas no mundo para se ver - mas de costas, para que você enxergue o que estiver adiante.
Te coloco então de pé, você que ainda é um pouco gelatinosa e descoordenada, apesar do puro charme.
Então espero você dar um firmadinha nas pernas, e aproveito seu leve impulso e o transformo num enorme salto de um metro. Um salto lento e de aterrissagem suave, de gravidade lunar.
Você chega ao chão e não sei se por reflexo ou por entender a brincadeira, e de novo você o empurra com suas pernocas que puxaram a da mamãe.
E eis que temos um salto sensacional, que te leva ao outro lado do quarto. E daí você segue pulando de um móvel pro outro, equilibrando-se uns instantes antes de saltar novamente, para outro local que tenha uma vista melhor...
E assim segue o jogo até que seus quatro quilos me cansam os braços, ou que venha sua mãe dizer que isso não é brincadeira de bebê...
Afinal, é um pequeno passo para a humanidade, mas um grande salto para nós.
Como são as coisas... O Daniel tem brincadeiras semelhantes com a Luisa; e, como a Érika digo que ela não é um boneco, mas um bebê! Acho que assim é ser Pai e ser Mãe..Beijos na Fofucha!
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