quinta-feira, 18 de abril de 2013

25/06/2012 (encontrado em rascunhos)


Hola Sofia!


Estou hoje há uns 24598724 km de você, filha...
Mas ao mesmo tempo bem pertinho.

Depois de um longo período de desatualização por problemas logísticos, cá estou.
Sabe de uma coisa? Voltamos pro Brasil.
...

Mas que bobeira a minha, é claro que você sabe - você está lá!
E eu aqui, no nosso antigo apartamento. Tive que vir resolver umas coisas.

Só que quis deixar registrado aqui no seu blog, pra você entender caso um dia resolva ler.
(enquanto exitir a intenet, estará disponível)

Você sabe, este blog é um presente pra você, como se fosse uma carta.
Uma que pode ser que vire também uma certa memória, memória da sua vida de hoje.
Para você poder, se quiser, entrar aqui e resgatar alguns momentos lindos que você terá saudade, com certeza. Sem sequer se lembrar.

E também quero te agradecer, Sofia.
Pelas suas gracinhas e pirraças, pelo bom humor e perspicácia, por esta maravilhosa capacidade de se relacionar com todas pessoas e encantar a todos. Pela sua contínua e incansável determinação em testar nossos limites e nos ensinar que é preciso educar - até o limite da exaustão!
:)

 É como dizem rapadura é doce mas não é mole, né?
Aliás, já comeu rapadura, filha? Já chupou cana?
Me lembra de te levar...

Mas enfim, você está de parabéns. Sou um pai de sorte por ter uma filha como você, Sofia.

.
.
.


E o que eu queria mesmo era dizer que estou aqui, em Barcelona. Está um dia lindo. Fui à praia e pensei que você bem que podia estar aqui, né?

Cadê você?
Possivelmente fazendo um carinho na Pilantra ou testando a paciência da sua mãe.
Obedece ela, viu?

Vai lá, dá um beijinho e diz que foi o papai quem mandou.
Vale?


Beijos


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